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Catalunha: Corrida

Estratégia

Em um fim de semana atípico sobre este ponto de vista, eu diria que todos acertaram na estratégia. Não que cada equipe tenha escolhido a estratégia perfeita para cada piloto, mas não houve grandes erros.

O primeiro a parar foi Vettel, em um movimento discutível no jogo de xadrez que se tornou a corrida, com carros velozes presos atrás de Alonso. Talvez tivesse esperado uma ou duas voltas e teria superado Alonso no primeiro pit, mas poderia não ser o primeiro a parar.

Imitado por seus adversários, Vettel (leia-se Red Bull) na verdade mudou o “cronograma” da disputa pela vitória, ceifando a utilização dos 3 jogos de pneus macios e tirando a Ferrari de sua zona de conforto. O segundo pit stop de Vettel foi tão cedo que não havia como a Ferrari estar preparada. Parando na volta 19, imitado por Alonso na volta seguinte, Vettel conseguiu superar o primeiro adversário depois da largada. Enquanto a Ferrari agiu certo em cobrir o movimento da Red Bull, já que Alonso não tinha o ritmo necessário.  A McLaren se aproveitou da disputa para andar rápido com pista livre. A corrida agora era Hamilton vs. Vettel.

Enquanto Lewis tinha vantagem em posição, Sebastian utilizava pneus com 9 voltas a menos de desgaste. Os dois pilotos mais rápidos do grid travaram uma bela disputa “contra o relógio”, que decidiu a corrida à favor de Vettel.

Na parte final da corrida, entretanto, os pit stops prematuros de Vettel começaram a pesar, permitindo que Hamilton ficasse em posição para atacar. Como a ultrapassagem dependia muito mais de um erro de Sebastian que boa performance de Lewis, não aconteceu.

Alheio à disputa pela vitória devido à largada ruim, Button proveitou-se dos pneus macios por muito mais tempo que seus adversários diretos, e fazendo uma troca a menos, superou Alonso e Webber, conseguindo terminar em 3º.

Pilotos:

Vettel fez funcionar a tática da equipe, tanto ao realizar voltas voadoras ao retornar do box, superar Hamilton na disputa contra o relógio quanto completar a corrida sem erros que Lewis pudesse se aproveitar. Está difícil ganhar do alemão. Nota 10

Hamilton recebeu um presente de Red Bull e Ferrari, pista limpa para voar. Embora não tenha conseguido superar Vettel, andou muito rápido sempre que pode. O fato de ter conseguido se controlar mesmo quando estava muito próximos do carro à frente pode ser visto uma evolução para Lewis. Não me sinto confortável em dar outra nota senão 10.

Button fez uma prova paciente e consciente, do jeito que gosta, sem cair na “armadilha” dos ponteiros. Garantiu a melhor posição que podia almejar depois da primeira volta, em condições normais, mas a largada ruim pesa. Nota 8,5

Webber foi de favorito a decepção em uma reta. A largada ruim causou a perda de duas posições e toda vantagem que tinha. Parece que demorou a acordar e quando finalmente começou a andar rápido, já era tarde demais. Desperdiçou uma das poles mais importantes da temporada, mas pelo menos não terminou atrás do Alonso. Nota 5,5

Alonso e as bolhas. A diferença de desempenho para Red Bull e McLaren já era muito grande antes da metade da corrida, ao contrário do que vinha acontecendo em outras pistas. No momento que surgiu uma bolha em seu pneu, ficou claro que não tinha condição de disputar nem o podium. A Red Bull mais uma vez atrapalhou Alonso ao fingir que Webber ia parar, obrigando o espanhol a fazer 25 voltas com um jogo de pneus duros e “colocar uma pedra no caixão”. Difícil avaliar o piloto numa situação dessas, fica sem nota.

Schumacher finalmente superou Rosberg em condições normais. Embora a Mercedes tenha perdido muita competitividade em relação à prova de Istanbul, o que pode ser explicado pelas características do carro, como baixa eficiência aerodinâmica (em relação aos líderes), a posição final é muito boa, mesmo tendo levado uma volta dos dois primeiros. Nota 8,5

Rosberg foi superado pelo outro alemão em uma apresentação de pouco brilho e pouco carro. Nota 7

Heidfeld confirmou a tese (inexistente até onde sei) de que é bom largar em último. A exemplo da Kobayashi na prova anterior, Heildfeld largou da 24ª posição do grid para marcar pontos na corrida. Com equipamento claramente superior ao do japonês, é possível traçar um paralelo entre a 10ª posição de Koba em Istanbul e a 8ª de Heidfeld. Nota 9,5

Perez largou e terminou a prova à frente de seu companheiro, demonstrando velocidade e consistência. Nota 9 para o novato

Categorias:Formula1
  1. Felix
    23/05/2011 às 0:12

    KBK, a FIA poderia determinar que uma pista que não tenha ultrapassagens ficaria fora do calendário para o próximo ano.
    O que se viu fora posições ganhas na troca de pneus.

    • KBK
      23/05/2011 às 22:08

      Única prova em que talvez não haja ultrapassagens é Monaco, e acho difícil ficar de fora. O circuito da Catalunya realmente não propicia sequer 1 bom ponto de ultrapassagem, mas isso foi combatido pelos compostos da Pirreli. No caso, a diferença de desempenho entre pneus gastos e novos, exemplificado por Vettel e Button, que ultrapassaram Webber e Alonso em menos de 1 volta.

  1. 23/05/2011 às 11:23

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