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Xangai: Corrida

Superado por seu companheiro nos treinos, vazamento de óleo e correria para arrumar tudo a tempo de levar o carro para o grid. Do pior fim de semana, Hamilton e McLaren extraíram o melhor resultado. Conservando seu estilo agressivo e com belas ultrapassagens, Lewis brilhou neste Grand Prix.

Button, Hamilton demoraram para reagir ao desgaste de seus pneus no primeiro stint. Vettel, que parecia ter pneus em bom estado, perdeu muito tempo atrás dos MP4-26 que se arrastavam pelo circuito sem aderência. Como consequência disso, os três voltaram atrás de Rosberg, que parou antes de seus pneus perderem muito rendimento. A excelente corrida da Rosberg, entretanto, acabou sendo “aleijada” pelo pedido da equipe para poupar combustível.

Último stint milagroso: McLaren

Na corrida anterior foi Button que teve desempenho impressionante no último stint com pneus duros, nesta foi Hamilton que aliou velocidade com pouco desgaste na mesma situação, conseguindo sua primeira vitória do ano.

Erros Vettel/RBR

A largada ruim de Vettel foi o primeiro erro decisivo que Vettel e sua equipe cometeram. Apesar da aparente recuperação no decorrer da corrida, o erro na escolha da estratégia foi o segundo grande erro do ano para eles, custando a vitória numa etapa em que pareciam ter vantagem até maior que na corrida anterior.

No padrão FIA

Terceira prova do ano, mas a primeira em que os fatores trazidos por FOTA/FIA tiveram êxito em facilitar ultrapassagens. O DRS teve relativa importância, mesmo sendo menos evidente que na Malásia, mas o principal foi o desgaste repentino e acentuado dos pneus. Foram diversas ultrapassagens devido à falta de aderência, principalmente em saídas de curva, onde a diferença de tração afetou imensamente a aceleração dos carros. O timing ruim do primeiro pit stop de Vettel, Button e Hamilton, combinado com má estratégia escolhida pela RBR aumentaram a dose de emoção neste grande prêmio.

Mercedes

Evolução evidente da equipe alemã, mas talvez seja mais em função das características do circuito. Comenta-se, também, que a menor temperatura em relação à Malásia foi fator importante neste salto de qualidade. A conferir nas próximas corridas.

Massa

Pela primeira vez, Felipe Massa foi claramente superior a Alonso em uma corrida. Mais que isso, chegou a disputar a vitória com RBR e McLaren. Infelizmente, no stint final com pneus duros a Ferrari não teve o mesmo desempenho, fato que em parte se explica pelo carro não ser tão rápido quanto os rivais com pouco combustível (leve). Até parece que o Massa acordou agora do incidente de 2009. Seja como for, é este Felipe que sempre queremos ver.

Webber

Com problemas nos treinos livres, não conseguiu acertar o carro como queria e largou apenas na 18ª posição em um erro que pode ser atribuído à equipe ou seu desempenho. Mas a exemplo de Hamilton, transformou o limão numa caipirinha. Utilizando-se dos pneus duros no começo, colocou os compostos macios (novíssimos, já que ele não utilizou nenhum no Qualifying) nas 3 paradas que fez, podendo voar pela pista enquanto seus adversários tentavam não acabar com seus pneus. Estratégia acertada e bom desempenho renderam a Mark 15 posições, de 18º a 3º no fim, contra todas as apostas.

Novato do ano

Depois de 3 corridas, já me parece claro quem será o melhor estreante (se não em pontos, pelo menos desempenho). O jovem escocês Paul Di Resta vem levando a Force India onde ela parecia não pertencer, entre os 10 primeiros. Superar Sutil, independente dos comentários sobre falta de motivação, já é um grande feito para um novato, mas o que mais impressiona é a segurança que passa sua pilotagem. O retorno do campeão da DTM aos monopostos com tão rápido sucesso é mais uma prova do potencial de Paul. Estamos vendo mais um futuro campeão? Não aposto contra.

Em contrapartida, Sergio Perez, que foi muito bem na primeira prova, vem acumulando erros em função da ousadia apresentada. Até o momento, é uma versão menos refinada de Kobayashi.

Rendimento/Peso

Com três GPs completados, já é possível fazer constatações sobre como cada carro se comporta em relação à quantidade de combustível que carrega. Enquanto os carros de Red Bull e McLaren parecem ser particularmente rápidos com pouco peso, Ferrari e Mercedes aparentam ser mais competitivas na fase intermediária da corrida, perdendo (relativamente) desempenho à medida que seu tanque esvazia (Williams parece ter mesmo comportamento).

Lotus

Kovalainen mais uma vez mostrou do que a “maior das nanicas”  é capaz, terminando a corrida à frente de Maldonado e Perez. Trulli também completou a corrida apenas 1 volta atrás do líder.

Dados da cronometragem

China: Tempo de voltas

China: Posições volta a volta

China: Diferenças e tempos de volta

China: Setores

China: Pit stops

Categorias:Formula1
  1. Felix
    02/05/2011 às 9:14

    Uma ótima notícia para a MOTOGP foi a inscrição de 16 novas equipes para 2012, na próxima temporada a categoria terá novas regras e motores de 1000cc.

  2. Felix
    24/04/2011 às 15:46

    Vejo algumas incríveis conscidencias, carros de ponta que passam por problemas antes, geralmente fazem corridas maravilhosas, lembrando rapidamente, a vitória de Rubinho com a Ferrari na Alemanha, Button campeão no Brasil e muitos outros.
    Hamilton e o Webber, foram os nomes da corrida.

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