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Melbourne: Corrida

Dois pilotos

Três fatores:

  • Massa ultrapassa Button e retarda-o. Felipe acabou “defendendo demais” uma posição que ele não conseguiria manter.
  • Webber com desgaste prematuro. E sem a mesma velocidade de Vettel.
  • Alonso perdendo posições na primeira curva.

Foram os causadores de uma disputa entre pilotos pela vitória. Foram justamente os pilotos mais rápidos da nova geração que duelaram pela vitória. Um duelo focado em tempo de voltas ao invés de ultrapassagens, como já estamos acostumados, ainda assim com certa dose de emoção.

Sebastian repetiu sua marca registrada e assim como Senna fazia, realizou voltas voadoras com pneu frio. Ele completou a primeira volta com 2 segundos de vantagem sobre Hamilton e repetiu o esforço a cada pit stop. Hamilton e Vettel andaram muito rápido e com erros mínimos nas primeiras 30 voltas, o que lhes valeu o meu reconhecimento como os 2 melhores pilotos da corrida.

O principal momento do duelo travado pela vitória se deu no final do primeiro stint. Os pneus de Vettel sofreram maior desgaste que os de Hamilton e seu tempo de volta começou a cair bastante, permitindo que os 4 segundos de vantagem encolhesse para 1,5 segundo. Felizmente, para a Red Bull, nos stints seguintes a McLaren de Hamilton não comprovou a vantagem no trato dos pneus, o que transformou a disputa simplesmente uma questão de velocidade. Vitória da RBR de Vettel.

Surpresas!

Algumas surpresas, pelo menos pelo que eu esperava ver nesta primeira corrida.

A McLaren apresentando bom ritmo com seus dois pilotos, apesar de Button não ter uma boa corrida. A vantagem de Vettel no qualifying não foi transferida por completo para a corrida. Com base nos tempos de Q3, era projetada uma vantagem superior a 40 segundos ao fim da corrida, mas na prática foi a metade disso e somente porque Lewis aliviou no último stint, já com problemas no assoalho.

Renault com Petrov demonstrou velocidade (assim como aconteceu com Kubica no começo de 2010) ao completar o GP apenas 30 segundos depois de Vettel. Impressionante.

Sauber particularmente impressionante pela ótima estréia de Sergio Perez e fazendo somente 1 troca de pneus em toda corrida.

Toro Rosso conseguindo um salto de desempenho, parece que tomou o lugar da Force India no grid.

DRS e KERS

Interessante o uso combinado do KERS com DRS. É provável que utilizando os dois sistemas ao mesmo tempo, será muito mais fácil ultrapassar, especialmente se o carro à frente não usar/tiver KERS.

A escolha de onde usar o DRS em Albert Park não foi boa, o que torna avaliações sobre eficácia do sistema inconclusivas. Na Malásia provavelmente veremos mais facilidade na reta.

Alonso na primeira curva

Não sei se pode ser classificado como erro, mas a posição escolhida pelo espanhol não foi das melhores. Na temporada passada, Fernando sofreu com perda de posições na primeira volta, o que na F1 recente é algo difícil de se recuperar.

Bom ritmo da Ferrari no final

Massa colocou pneus macios no final e era esperado que fizesse a melhor volta. Mas Alonso, com os pneus duros no fim, foi quem surpreendeu com ritmo constante e sempre muito mais rápido que Hamilton e Vettel. É verdade que Fernando tinha menos voltas a completar com este último set de pneus, ainda assim, me parece um indicativo que há possibilidade da Ferrari brigar pela ponta.

Pilotos e pneus

Normalmente é um compromise entre rapidez e desgaste, se pilotar na corrida como no Q3, provavelmente seus pneus não durarão 4 voltas. De mesma forma, se pilotar suavemente, sem exigir  muita aderência mecânica, fará voltas lentas mas sem destruir os pneus.

Esta relação se manteve verdadeira para os pilotos da McLaren. Enquanto Lewis perseguia Vettel em “alta velocidade”, Button progredia de maneira mais lenta (mesmo depois de não ter ninguém à sua frente), mas preservando o composto macio de seu MP4-26.

Na Red Bull, Webber não conseguiu acompanhar o ritmo de Vettel e também sofreu com desgaste antes que o alemão. Fim de semana ruim em casa, novamente.

Massa repetiu o começo de 2010, com boas largadas e pouca velocidade. Mesmo parando depois de Alonso, seu desgaste de pneu era mais pronunciado. Pode-se considerar um empate no consumo de borracha, mas Fernando foi claramente mais rápido ao longo do GP.

Equipes e pneus

Número de paradas: Ferrari (3-3), McLaren (2-2), Red Bull (2-3), Renault (2-2), Sauber (1-2), Force India (2-2), Toro Rosso (2-2).

Baseado no número de paradas, é possível deduzir que a Ferrari e Red Bull (com Webber somente) foram os que tiveram maior dificuldade com desgaste. Pode-se argumentar, também, que os acima citados ou “erraram” na estratégia, ou não souberam adaptar o planejado com o desgaste efetivo. Ainda assim, não os colocaria em uma lista de “mais gentil”.

Pneus e pneus : P-Zero

Com tanta reclamação das equipes nos testes da pré-temporada, os compontos criados pela Pirelli superaram as espectativas. O desgaste acentuado realmente acontece de maneira súbita, mas isto não ocorre em poucas voltas, como esperado. O composto “macio” durou muito mais que o esperado, Sergio Perez completou incríveis 35 voltas com os amarelinhos calçando sua Sauber ilegal.

Pelo fato do pneu macio ser tão eficiente, o composto duro pouco foi utilizado, o que gera um certo desconforto para as corridas vindouras: seria o composto duro “inútil”?

Renault e Petrov

A Renault (que aqui não será chamada de Lotus) repete o bom começo de 2010. Será que conseguirão manter este nível ao longo do campeonato? Sem os recursos financeiros das 4 ricas, creio que a resposta é não. Ainda assim, Petrov demonstrou seu lado bom novamente. Será que veremos mais “ups” que “downs” do russo este ano? Espero que sim. Quanto ao Nick “not so quick” Heidfeld, não sei o que dizer. Mais sobre ele na Malásia.

Sauber Fora

É uma pena ver que os dois C30 foram desclassificados. Mais que os pontos perdidos, me desgosta a bela estreia do mexicano Sergio Perez ser, de certa forma, anulada. Ainda assim, acho improvável que o bom desempenho do C30 seja em função da irregularidade apontada na asa traseira. O o futuro é promissor.

Barrichello e Rosberg

Apesar da explicação de Barrichello conter lógica, creio ser falsa. O gráfico exibido no momento que Rubens se direciona à faixa interna, revela que ele estava usando o KERS, o que se por si só não indica que ele tentava ultrapassar, revela imperícia do veterano. Algo inesperado de alguém que tem mais de 300 GPs.

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Categorias:Formula1
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