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Honda: a escolha de Stoner

A  Honda Repsol é a equipe de maior sucesso nas duas últimas décadas. Neste período, dois pilotos conseguiram certo domínio na categoria. O primeiro foi o fantástico Mick Doohan, conquistando 5 títulos consecutivos a partir de 94 e se aposentando devido a lesões. Iniciando o milênio, Valentino Rossi foi campeão por 3 anos seguidos, de 2001 a 2003. Sendo que em 2003 foi o primeiro ano em que a categoria se chamou MotoGP, devido as mudanças no regulamento, permitindo uso de motor com até 990cc, foi a chegada das “4 tempos”.

Com nove títulos em dez anos, a conquista única com Hayden em 2006 parece pouco para os 6 anos pós-Valentino. Mas a equipe oficial da Honda não se dá por derrotada. Após 2 anos tentando construir uma moto para o pequeno Pedrosa ser campeão, o plano de ação deve mudar com a chegada de Casey Stoner.

Indícios dessa mudança podem ser percebidos com a contratação de Livio Suppo, projetista líder da Ducati no título de 2007, além de ter sido ele próprio quem levou o piloto australiano para a equipe italiana, no fim de 2006. Além de Suppo, foram contratados alguns especialistas em eletrônica da Fiat Yamaha.

Aparentemente os frutos começam a ser colhidos, com a segunda vitória no ano de Pedrosa.

Mas a chegada do piloto australiano não significa saída de Dovizioso ou Pedrosa. A Honda planeja alinhar 3 motos em 2011 e considerando o baixo número atual de competidores, provavelmente receberá auxílio para manter 3 motos no grid.

Obs: Sirlan Pedrosa, Claudemir Freire e Alex-Ctba se reuniram para dar continuação aos debates do F1Around. O blog se chama Ultrapassagem e quem ajuda no Twitter é o nosso amigo Tomás.

Categorias:MotoGP
  1. Sirlan Pedrosa
    23/07/2010 às 20:49

    KBK,

    Essa equipe oficial da HRC sempre foi a melhor da categoria, desde os áureos tempos de Fredie Spencer na década de 80.

    Lembro bem das motos branca, azul e vermelha (as cores da Honda) e depois azuis do cigarro Rothemans.

    Depois que Spencer se machucou, venceram também com Wayne Gardner e Eddie Lawson, até o Doohann pegar o bastão e depois passá-lo para o Valentino Rossi.

    Só que depois que o doutor saiu da equipe eles ficaram sem um líder, um piloto diferenciado.

    Pedrosa e Hayden não parecem ter o nível necessário para liderar a equipe. Acho a contratação de Stoner uma grande sacada.

    Hoje só ele, Valentino Rossi e possívelmente Lorenzo apresentam o perfil de piloto que eles precisam. Na impossibilidade do italiano e do espanhol, Storner é a melhor solução.

    Finalizando, obrigado pela menção ao Ultrapassagem. Contamos com você lá, comentando e enviando textos.

    Um abraço,

    Sirlan Pedrosa

    • KBK
      24/07/2010 às 11:25

      Obrigado pela contribuição, Sirlan. Só comecei a acompanhar a MotoGP na era Doohan e não tinha certeza que nesses outros títulos da Honda a equipe era a HRC.
      Concordo com você sobre o piloto referência. A Honda apostou muito no inexperiente Pedrosa, enquanto a Yamaha recrutou Lorenzo sem arriscar, afinal, já tinha Rossi.
      Resta saber se Lorenzo conseguirá ajudar a desenvolver a moto como Valentino fez nos últimos anos.
      São 3 grandes desafios para 2011 e os coadjuvantes podem surpreender.
      Sem falar que a melhora da Honda na temporada atual volta a ameaçar o título do Lorenzo.

      Amanhã, podemos aguardar um show em Laguna Seca. Mesmo se não houver grandes disputas, o ‘Saca-Rolha’ é um show à parte.

      Desejo muito sucesso ao Ultrapassagem, e encontrando tempo, tentarei contribuir.
      Abraço

  2. Luiz Sergio
    23/07/2010 às 11:59

    KBK, essa parte de um texto do Livio, sobre o Massa:

    Falta aquela gana que sempre o caracterizou.
    Quem convive com Massa nos autódromos, no entanto, vê no piloto, ultimamente, uma espécie de resignação excessiva.
    Até há pouco tempo, Massa regressava ao paddock depois de não conquistar o que o potencial do seu carro lhe permitia com uma certa raiva, incompreensão.
    Parecia buscar dentro de si as razões a fundo.
    Agora, tudo tem justificativa.
    O Massa deste momento não parece ser o mesmo piloto vibrante de antes.
    Sua expressão facial denunciava sua realização com um belo desempenho ou a frustração com um inconveniente na pista.
    Sem essa vibração, sem o que sugere ser também ausência de maior cobrança de si próprio, sem a consciência de que ele é quem mais pode reverter esse quadro, será mais difícil Massa superar a fase de fracos resultados.

    • KBK
      23/07/2010 às 13:04

      Acho que ele acertou em cheio.

  3. Luiz Sergio
    23/07/2010 às 6:43

    2011 pode ficar na história com o Valentino na Ducati, 2012 não pode ficar esquecido, pois vem ai novos motores e novas MotosGps.

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